A migração para os tablets

Escrito em Janeiro 7, 2011 - Na categoria Tablets | 1 Comentario

PREVISÃO: 20 a 25 por cento dos leitores de papel passarão para os tablets nos próximos cinco anos.

Comentários

Uma Resposta a “A migração para os tablets”

  1. João Pedro Lobato sobre Janeiro 13th, 2011 2:59 am

    Tinha eu acabado de escrever um trabalho para uma das unidades curriculares do meu mestrado, quando, por coincidência, fui ler o artigo em causa neste post.

    Relativamente ao recente (será efémero, também?) “fenómeno” dos tablets, espero para ver no que isto vai dar. Mas torço o nariz…

    E porquê? Bem… deixo aqui um “copy paste” (peço desculpa pela preguiça) do que escrevi no meu trabalho. Basicamente, acaba por ser a minha opinião sobre estes constantes e repetitivos “fenómenos” tecnológicos que prometem dar “um futuro? aos média. O que é que vai acontecer quando, daqui a uns meses ou dois anos, surgir outro gadget melhor que o tablet? Muda-se outra vez o modelo de negócio?

    É que, sinceramente, ainda não vislumbrei, nos últimos dez anos, um modelo de negócio que lhes garanta, realmente, um futuro a longo prazo. Só vejo muita indefinição e muita passividade em ir ao “sabor da corrente? (do lucro imediato e fácil), sem se chegar a ir onde quer que seja. Quem acaba por ficar a perder é o próprio jornalismo. Estes são tempos muito estranhos e encobertos para esta nobre profissão.

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    Tal como explica Zygmunt Bauman, vivemos numa era de modernização incessante, em que se destrói o velho em nome do novo – processo a que se dá o nome de “destruição criativa?. Este processo ocorre em nome do ‘fazer mais no futuro’, desenvolvendo para isso a produtividade e a competitividade. O que hoje em dia se verifica, para o sociólogo polaco, é uma modernização compulsiva, obsessiva, contínua e imparável, mas que está destinada a ser incompleta.

    Os média parecem não escapar a este paradigma, e o resultado parece ser uma indefinição quanto ao futuro. Se em finais do milénio passado o futuro dos média passava pela Internet – tendo sido esta uma aposta em grande que levou a que se criassem novos modelos de negócio baseados no digital –, a constatação nos últimos anos, por parte das empresas detentoras dos média, de que a Internet não consegue captar a quantidade de lucros em publicidade que se esperava, criaram incertezas quanto ao sucesso (económico) deste modelo de negócio. Pelo meio, há que ter em conta uma das principais características das novas tecnologias, nomeadamente o seu desenvolvimento e crescimento contínuo, propiciando novos e mais competitivos modelos de negócio. Arrastados por estes processos estão os conteúdos informativos e os jornalistas, os quais se têm de adaptar aos modelos que vão surgindo.

    Mas não será este caso dos média um exemplo do zeitgeist que vivemos neste novo milénio? Como frisa Bauman, vivemos num época em que os modelos organizacionais de negócios nunca chegam a uma conclusão, pois apenas se limitam a seguir a “corrente do momento?, sempre prontos a adaptarem-se a um mundo visto como complexo, múltiplo e sempre em rápido movimento, logo ambíguo, confuso e plástico.

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