Entrevista com Yoani Sánchez
Escrito em Dezembro 11, 2008 - Na categoria Weblogs | 1 Comentario
ENQUANTO estive em São Paulo, tive a oportunidade de, em conjunto com o Tiago Dória e o Fábio Malini, entrevistar a Yoani Sánchez, vencedora do The BOBs 2008. Só percebendo as dificuldades por que passa esta cubana para fazer cada um dos seus posts, podemos verdadeiramente amar a liberdade de expressão…
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Novas investidas são feitas, pela imprensa internacional, tentando impedir qualquer tipo de atitude do novo governo americano, quanto ao fim do embargo a Cuba, utilizando-se de depoimentos de algumas poucas pessoas, descredenciadas, e politicamente engajadas na luta contra-revolucionária, e sendo assim, suspeitas para esclarecerem a opinião pública, sobre a realidade cubana, suas conquistas e suas necessidades. Em todos os lugares, em todas as épocas, os atos daqueles que agiram contra seu país a serviço de uma potência estrangeira sempre foram considerados terrivelmente graves. “Ninguém pode mencionar ou provar em Cuba um único caso de tortura, de assassinato, de ‘desaparecimento’, algo tão comum e corrente na América Latina”. Quanto ao fato de se você chamar de liberdade de imprensa o direito de contra-revolucionários e dos inimigos de Cuba de falar e escrever livremente contra o socialismo e contra a Revolução, eu diria que não estamos a favor dessa ‘liberdade’. Enquanto Cuba for um país bloqueado pelo império, atacado permanentemente, vítima de leis iníquas como a Helms-Burton, um país ameaçado pelo próprio presidente dos EUA, não podemos dar essa liberdade aos aliados dos nossos inimigos cujo objetivo é lutar contra a razão de ser da sociedade”, fala-se de liberdade, mas Como falar em liberdade de expressão em países que têm 20% ou 30%de analfabetos e 80% entre analfabetos plenos e funcionais? Com que critério, com que elementos podem opinar”, mas em Cuba existe a liberdade de se poder ser digno, e consciente, e esta é a maior liberdade. Fidel já não está mais no poder em Cuba, e digo que ele nunca foi um ditador, pois alguém que toma decisões arbitrárias,unipessoais, por cima das leis, que não obedece a nada além de seus próprios caprichos ou sua vontade, é um ditador, Fidel nunca tomou decisões unipessoais. Cuba não é sequer um governo presidencialista. Existe um Conselho de Estado. As funções de dirigente fazem parte de um coletivo. As decisões importantes são analisadas, discutidas e sempre tomadas coletivamente. Fidel nunca pode nomear nem o mais humilde funcionário público”. Isso é Cuba, e qualquer invenção ou inverdade dita por pessoas inidôneas, não deveriam nem sequer estar vinculadas a mídia internacional, mas a batalha da verdade e da justiça continua, e os inimigos de Cuba e de seu povo, continuam a usar destes artifícios para enganar a opinião pública mundial.