![]() |
|
|||
| Ponto
media Actual 1-5 Jan 2001 8-12 Jan 2001 15-19 Jan 2001 22-26 Jan 2001 29 Jan-2 Fev 2001 5-9 Fev 2001 12-16 Fev 2001 19-23 Fev 2001 26 Fev-2 Mar 2001 5-9 Mar 2001 12-16 Mar 2001 19-23 Mar 2001 2-6 Abr 2001
|
Semana de 2 de Abril de 2001
|
Ponto media Este é um
weblog sobre media em português. Usabilidade É um "site" em português e foi concebido por João Pedro Martins. "O objectivo é divulgar o tema da usabilidade, ou facilidade de utilização, à comunidade de pessoas envolvidas com a web, quer seja como designers, programadores, ou gestores." Chama-se usabilidade.com e vale a pena visitar. |
||
| VEM AÍ a Internet a três dimensões. A Adobe já tem disponível a versão beta do programa "Atmosphere", uma
aplicação que permite ver e construir "sites" a três dimensões. Vale a pena
fazer o "download" do programa e ver como funciona...
Quinta-feira, 5 de Abril de 2001 O JORNAL "The New York Times" lançou ontem o College Times, um "site" especialmente dedicado a professores e estudantes universitários. "College students live and breathe the Web, so this is a natural extension for us", diz Martin Nisenholtz, um dos responsáveis do New York Times Digital, citado num comunicado da empresa. "The ability for students and faculty to have the New York Times content most relevant to them delivered directly to their desktops as it is published provides a tremendous amount of value to the educational marketplace." MUITOS JORNALISTAS americanos estão desiludidos com a profissão e não têm a certeza se continuarão a exercê-la, revela uma sondagem da American Society of Newspaper Editors, ontem tornada pública. A sondagem revelou ainda que muitos jornalistas não estão satisfeitos com as suas chefias que consideram demasiado afastadas da redacção. OS JORNAIS continuam à procura de uma tinta digital, pequenas cápsulas que podem ser embebidas numa folha de papel e que mudam conforme a corrente eléctrica que lhes é aplicada, revela o "Financial Times". Diversas empresas do mundo inteiro testam soluções que permitam criar um material suficientemente leve e flexível para que possa ser dobrado como um jornal, mas que, ao mesmo tempo, possa receber informação diferente todos os dias.
Quarta-feira, 4 de Abril de 2001 SE GOSTA de fotojornalismo, então vale a pena ver o "site" dos 58th Pictures of the Year, um dos principais e mais prestigiados prémios de fotografia dos Estados Unidos, atribuído pela Escola de Jornalismo da Universidade de Missouri na semana passada JÁ QUE estamos a falar de fotojornalismo, é importante ler um texto de ontem do jornal "The Independent" onde se fala de uma prática comum dos fotógrafos britânicos, mas que cada vez traz mais problemas: a troca (ou empréstimo) de fotografias entre jornalistas de órgãos de comunicação diferentes. A prática, com alguns anos, tem vários objectivos: "desenrascar" alguém que chegou tarde demais ao serviço; apresentar a melhor foto na redacção e evitar que os "chefes" achem que a concorrência tem melhor; competir de igual para igual com as agências fotográficas, que também escolhem entre elas e só apresentam o melhor. Resultado: há fotografias iguais em jornais diferentes, com assinaturas diferentes... UM JORNALISTA de um tablóide britânico fez-se passar por um "sheik" árabe para conseguir conversar com Sophie Wessex, condessa de Wessex e mulher do príncipe Eduardo. Nessa conversa, Sophie fez declarações nada abonatórias sobre a família real e, quando foi confrontada com o facto, tentou que nada fosse publicado. Os responsáveis do tablóide disseram que sim, mas exigiram uma entrevista exclusiva com a condessa. A entrevista (ou, deveríamos dizer, o preço do segredo) saiu no passado domingo com o sugestivo título "Sophie: My Edward is NOT gay". O problema é que toda a estória da entrevista e do que esteve por trás dela foi também tornada pública por um tablóide rival. Todo o imbróglio contado pelo "The Washington Post" de ontem. O POLITICAMENTE correcto chegou à redacção do "Salt Lake Tribune", onde passaram a ser proibidas asneiras, como aquela que começa por "f", tanto em inglês como em português. "People have been taken to task for swearing", disse um jornalista sob a condição de anonimato ao "Salt Lake AveNews". "You cant say fuck or goddamn. What stifling conditions to work under."
Terça-feira, 3 de Abril de 2001 O QUE É QUE faz um jornalista quando alguém lhe diz, "off-the-record", que participou num assassínio? Foi exactamente o que aconteceu à jornalista Nancy Phillips, do "Philadelphia Inquirer". A sua estória é contada num longo e muito interessante artigo, na edição deste mês do Abril da "American Journalism Review". A ENTERTAINMENT NETWORK, uma empresa da Florida, diz que vai processar o Federal Bureau of Prisons se for proibida de transmitir pela Internet a execução de Timothy McVeigh, o bombista de Oklahoma City. Segundo os advogados da empresa, a não-autorização da transmissão, prevista nas leis americanas, viola a primeira emenda da Constituição, que estabelece a liberdade de imprensa. "By preventing a camera in the witness chamber, they are squelching the press's First Amendment right to deliver information to the public and the public's First Amendment right to receive the information", disse à "Wired" o advogado Derek A. Newman. O ANÚNCIO mostra gatos e gatas a fazer o que todos sabemos que eles fazem quando se juntam. O objectivo da campanha da associação People for the Ethical Treatment of Animals era explicar que o resultado destes encontros são mais gatos e gatas, que muitas vezes são mortos de forma desumana. A MTV achou que o anúncio não era apropriado para ser transmitido... "THE WALL STREET JOURNAL" na Internet até agora considerado um modelo da gestão de contéudos, já que é um dos poucos "sites" que consegue cobrar pela informação que distribui vai também despedir um número indeterminado dos seus 260 empregados, revela a CBS MarketWatch. Os cortes serão anunciados no próximo dia 12 de Abril.
Segunda-feira, 2 de Abril de 2001 A SEMANA que passou foi fértil em discussões sobre os novos média. Em Coimbra, decorreu o I Congresso Internacional sobre Jornalismo e Internet, que reuniu especialistas nacionais e estrangeiros sobre o tema e por essa razão não houve Ponto Media. Na página principal deste "site", podem encontrar-se ligações para alguns dos artigos que foram escritos a propósito. A DISCUSSÃO do momento nos Estados Unidos é: vale a pena colocar na Web conteúdos jornalísticos a pagar? Ou dito de outra forma: se for a pagar, os cibernautas pegam-lhe? "The cult of the Internet is that information is free", disse à CNet Paul Grabowicz, director do mestrado em New Media na Universidade da Califórnia em Berkeley. "People are already paying for access through their ISP, and the idea that they'll have to pay something more is something they're opposed to". O próprio "New York Times" está a pensar nisso, diz o Inside.com. Em Portugal, os especialistas ouvidos ontem pelo "Público" acham que ainda vem longe a era de cobrar por conteúdos... OS MEDIA estão a servir de máquina publicitária dos tiroteios nas escolas dos Estados Unidos?, pergunta o jornal "The Christian Science Monitor". O tema é controverso, mas há quem não tenha dúvidas: "We've got to stop putting the pictures of these kids on national magazines and analyzing every facet of their lives as if they are heroes or celebrities", diz Scott Poland, presidente da Associação Nacional de Psicólogos Escolares. "[Such coverage] can't help but send signals to others who might be off balance that the tactic will bring intense attention to the issues and wrongs these perps want to spotlight." O GOVERNADOR da Florida assinou uma lei que proíbe o acesso a fotos de autópsias sem autorização prévia de um juiz, mas o "Orlando Sentinel" e o "Sun Sentinel" já decidiram contestar a decisão, por entenderem que ela é inconstitucional. A lei vem na sequência de um pedido do "Orlando Sentinel" para verificar as fotos da autópsia de Dale Earnhardt, o piloto de Nascar que morreu na pista no passado dia 18 de Fevereiro. Apesar de a nova lei não ter efeitos retroactivos o "Orlando Sentinel" está a espera de um relatório independente sobre o caso que estará pronto nas próximas semanas , o facto é que constitui uma excepção no acesso a materiais resultantes de autópsias nos EUA. Desde sempre, o "Orlando Sentinel" disse que não tinha qualquer intenção de publicar as fotos da autópsia, apenas verificar se a causa da morte foi mesmo a referida pelos responsáveis das corridas Nascar. PRIMEIRO, disse que não faria conferências de imprensa formais durante o seu mandato. No dia seguinte, convocou uma, menos formal, com apenas 45 minutos de antecedência. Há quem não tenha gostado da hipótese de um Presidente silencioso, mas Gary Kamiya, director-executivo da revista "Salon", adorou e concorda cem por cento com o facto de George W. Bush ter decidido que não fala aos jornalistas... DEVE UM canal de televisão entrevistar uma criança de cinco anos, filho de um condenado à morte? Foi o que fez uma repórter do Channel 5 de Nashville na passada semana, conta o "Nashville Scene", que acrescenta: "Welcome to television journalism". "Children are not completely knowledgeable about the consequences of what they're saying", diz no artigo Penny Brooks, professora na Vanderbilt University. "They also don't know that what they say becomes public record forever and that they're going to have to live with what they said." |
|