Ciberjornalismo.com

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António Granado


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Semana de 19 de Fevereiro de 2001

IMPORTANTE - Muitas publicações não mantêm os seus artigos "on-line" mais do que alguns dias, pelo que muitos destes "links" --  que na altura da sua criação estavam activos -- poderão já estar desactualizados.

 

Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2001

JÁ NÃO BASTAVA o canal M1, de Moscovo, cujas pivôs lêem as notícias e se despem ao mesmo tempo até ficarem completamente nuas. Agora, também na Internet, o "site" NakedNews.com utiliza a mesma táctica. Tery Aznur, colunista da "Online Journalism Review", resolveu analisar os noticiários deste "site" e ficou bem impressionada com o conteúdo: "Four minutes of international headlines is more than you're likely to find on most U.S. local stations – or even the major networks on many nights", escreve Aznur. "So if the future is naked, bring it on. Viewers would be better served if everyone tried to put on a newscast with nothing to hide."

Ponto media

Este é um weblog sobre media em português.
Com "links" para artigos interessantes e para estórias de jornalismo e jornalistas. De segunda a sexta.

 

Ciberjornalismo

A Universidade da Beira Interior criou um interessante "site" sobre Jornalismo Assistido por Computador. Vale a pena dar lá um salto..

 

AFINAL, o que é que se passa com a investigção à morte do jornalista moçambicano Carlos Cardoso? Um artigo da responsabilidade do Media Institute of Southern Africa, baseado nas revelações do jornal "Metical" e noutros testemunhos, põe o dedo na ferida: "Three months after the 22 November 2000 murder of Mozambique's best-known journalist Carlos Cardoso, there is no sign of any serious police investigation to track down his killers, states Lucinda Cruz, the lawyer acting for Cardoso's widow, Nina Berg."

ACONTECE vezes sem conta, mas cada vez que acontece é bom que alguém nos chame a atenção. É o que faz Tim Blair num excelente artigo da "Online Journalism Review", ao analisar as notícias – e a enorme quantidade de erros repetidos até à exaustão – que foram dadas sobre a morte no passado sábado de Dale Earnhardt, na célebre corrida Daytona 500 do circuito NASCAR. "Misinformation magnifies over time. This is a law of journalism."

O PAPEL não vai desaparecer, vai apenas tornar-se mais inteligente, diz um artigo de quarta-feira da "PC World". As potencialidades são muitas e o futuro parece já ao virar da esquina. "Paper products can carry a bar code that provides some intelligence. Or they may have a chemical or biological marker called a taggent, a radio frequency identification, or a digital watermark. All of these provide traditional paper with the capability to function interactively."

 

Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2001

A ESTÓRIA é simples e vai entrar nos manuais de ética jornalística não tarda nada. Um casal de professores da Universidade de Dartmouth foi assassinado e, nessa altura, um artigo de primeira página do jornal "The Boston Globe" dizia tratar-se de um crime passional. Durante dias, o "Globe" manteve a mesma versão, mesmo depois de terem sido presos dois adolescentes por suspeita de terem cometido o homicídio. Ontem, o "Boston Globe" decidiu retratar-se publicamente na primeira página.

AFINAL, o memorando interno da CNN que falava da redução de efectivos e da necessidade de os jornalistas aprenderem a pegar numa câmara de filmar tem um "pai espiritual". Chama-se Michael Rosenblum, tem 46 anos e, segundo um artigo do "Inside", propôs esta ideia em 1997: ''You make television all wrong. You give me ten minutes, I'll give you the world -- or whatever part of it you don't own already". Ted Turner ouviu-o e disse-lhe para avançar...

A COLUNA desta semana de Steve Outing fala sobre um tema no topo da actualidade na Web: que tipo de anúncios devem fazer os "sites" noticiosos? "In recent weeks, it's been one headline after another about failing and faltering Web content and news sites. As a result, those who wish to survive are urgently experimenting with new ways to make money online", escreve Outing. "But judging by some of these efforts, Web publishers are stepping into dangerous territory."

SE CALHAR o mundo inteiro está a ser enganado a propósito das imolações pelo fogo dos seguidores da seita Falun Gong. Um excelente e muito convincente artigo no Media Channel, assinado por Danny Schechter, diz isso mesmo: "In light of the prominent media play this "mass suicide" story received, it is not too late to thoroughly investigate not only what happened but whether and why we were all taken in."

 

Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2001

elpais.gif (673 bytes)DEPOIS do "El Mundo" (ver Ponto Media de 3 de Janeiro), chegou a vez do "El País" reformular o seu "site" na Internet. Modificação principal? O próprio nome, já que em vez de "El País Digital" passará a chamar-se "elpais.es". Melhorias na navegação, na compatibilidade com outras plataformas e aumento da participação dos leitores são algumas das transformações que continuarão a fazer-se até ao próximo mês de Maio.

OS LEITORES do "The New York Times" vão passar a poder ler na Web o seu jornal tal e qual aparece nas bancas, revelou ontem o próprio "Times". Um acordo de cinco anos com a NewsStand permitirá que os leitores vejam o jornal com a mesma aparência que tem no papel. "NewsStand will make it possible for anyone in the world to buy The Times", disse Scott Heekin-Canedy, vice-presidente para a circulação no "Times". "Readers will be able to purchase an electronic version of that day's paper".

UM INVENTOR INDIANO recebeu no final da semana passada uma patente norte-americana por um aparelho que permitirá a geração de cheiros a partir de anúncios, filmes e música. Sandeep Jaidka, de 37 anos, disse à Reuters que o pequeno aparelho poderá ser ligado a um televisor ou sistema de alta fidelidade. Os cheiros são gerados por sinais digitais sincronizados com música ou sequências de imagens. "This [invention] is a beautiful combination of digital-coded signals", disse Jaidka, que precisa agora de 5 milhões de rúpias (cerca de 24 mil contos) para desenvolver um protótipo.

OS DIAS do "banner" estão a chegar ao fim e muitos jornais "on-line" já perceberam que têm de partir para outros formatos se querem atrair publicidade para os seus sítios. O "Editor & Publisher" tem um excelente artigo sobre o que estão a fazer alguns dos principais "sites" de notícias dos EUA em matéria de novos espaços publicitários. O "New York Times" começou com o "peninsula", o "Boston Globe" inventou o "beltway" e o "skyscraper"...

A L’ÓREAL declarou ontem que vai vender os 49 por cento que detém na revista "Marie Claire". Em comunicado, a L’Óreal disse que a oferta de uma companhia detida por Evelyne Provoust, uma das três irmãs que detêm em conjunto 51 por cento da "Marie Claire", foi "substancial".

 

Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2001

VALE A PENA ler o artigo "Cover Photography: Journalism v. Marketing" que o Poynter Institute colocou "on-line" na sexta-feira. Trata-se de um excelente recurso para quem quer discutir a ética por trás da utilização das fotografias em jornais e revistas e tenta responder a uma questão essencial: até que ponto é lícita a manipulação fotográfica?

O EDITORIAL do "Digital Journalist" deste mês tem uma interessante revelação, sinal dos tempos de mudança que vive o jornalismo em todo o mundo. Depois de terem despedido 400 jornalistas, os responsáveis da CNN escreveram um memorando interno onde davam conta das intenções da estação de comprar material compacto de filmagem para permitir que qualquer jornalista possa fazer o seu trabalho sozinho: "The days of routinely dispatching three and four-person reporting teams with cases of bulky equipment are now nearing an end. As we introduce this new gear, correspondents would do well to learn how to shoot and edit (even if called only occasionally to utilize these skills), and smart shooters will learn how to write and track".

O MEDIA CHANNEL tem um interessante artigo sobre a morte, em Jerusalém, de um dos mais famosos jornalistas de guerra dos últimos anos. Chamava-se Mohammed Shaffi e era, "até ao passado dia 6 de Fevereiro, possivelmente o mais sortudo 'cameraman' do mundo", nas palavras do seu colega e amigo Rashid Mughal.

 

Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2001

A REVISTA "George" fechou, mas parece que ainda vai fazer algum dinheiro. Segundo o Inside.com, que cita fontes conhecedoras do negócio, a George vai vender a sua lista de assinantes à "Time" por 750 mil dólares (cerca de 160 mil contos).

memoria.gif (2002 bytes)O LIVRO chama-se "Memórias das Trevas – uma devassa na vida de António Carlos Magalhães", foi escrito por João Carlos Teixeira Gomes e tem 766 páginas, das quais cerca de 700 tratam do senador António Carlos Magalhães. O Observatório da Imprensa brasileiro diz que há um "complot" para que os média não façam quaisquer referências ao livro. Vale a pena ler o "dossier" que o Observatório preparou a este propósito e a que chamou: "O Cartel contra-ataca".

A ASSOCIAÇÃO dos Correspondentes da Casa Branca ficou muito irritada pelo facto de a administração Bush ter proibido a identificação da fonte que conduziu o "briefing" sobre a visita de George W. Bush ao México, considerado "on background". "The 'on background' briefings are essentially useless for television and radio and offer complications", escreveu a associação numa carta que enviou aos serviços da Casa Branca.

O JORNAL "The Washington Post" de ontem tem um interessante artigo sobre as novas tecnologias na Europa. Escrevendo de Bruxelas, o correpondente William Drozdiak diz: "In some cutting-edge industries, such as wireless telephony, smart cards and interactive television, Europe has emerged as the global leader".

O NOVO Livro Branco das Telecomunicações do governo britânico está a atrair críticas de muitos ciberjornalistas que o consideram uma forma de impor restrições à liberdade de imprensa na Net. Segundo a regulamentação proposta, os jornais em papel continuarão a respeitar as regras da Press Complaints Commission, enquanto os jornais "on-line" passarão a ser controlados pelo Office of Communications, uma estrutura que regulamentará a rádio e a televisão e todo o sector das telecomunicações.

A BBC Choice, o canal jovem da televisão estatal britânica que dentro em breve se chamará BBC3, encomendou um programa semanal sobre estilo de vida gay, que começará a transmitir em breve. "The gay audience is going to figure quite prominently in our programming plans should we get the go-ahead for the channel", disse ao "The Guardian" um porta-voz da BBC.